Uma Mãe Contra o Silêncio da Secretaria de Educação
🎙️ Este é um podcast investigativo sobre o caso ocorrido em fevereiro de 2026, no NDI Lauro Manoel Mendonça – creche municipal localizada no bairro Perequê, em Porto Belo (SC).
Clique na imagem ou no botão abaixo para ouvir o episódio no Spotify.
Uma bebê de 1 ano e 4 meses saiu da unidade de ensino com marcas visíveis no couro cabeludo. A família foi orientada a procurar a UPA, onde a criança precisou ser contida fisicamente e sedada para realizar exames de Raio‑X e tomografia computadorizada.
O que a escola registrou em ata e o que o laudo pericial oficial do Estado diz são duas versões opostas. Neste episódio, você vai ouvir os documentos, os relatos e o silêncio das autoridades.
📌 O CONFRONTO DIRETO
🔹 VERSÃO DA CRECHE (registrada em ata interna):
“A criança puxava os próprios cabelos devido ao estresse do período de adaptação. A bebê estava ‘apaixonada’ (com saudades).”
🔹 LAUDO PERICIAL OFICIAL (Polícia Científica):
Constata formalmente “ofensa à integridade corporal”. Descreve “equimose avermelhada na região frontal direita” e “cabelos irregularmente mais curtos produzidos por energia mecânica de ação contundente”.
Ou seja: a ciência forense diz que não foi autoagressão. Foi violência.
🏥 A GRAVIDADE MÉDICA
A mãe relata que, ao buscar a filha, a direção da creche minimizou o ocorrido. Mas as marcas eram evidentes. Na UPA, a bebê passou por:
– Contenção física (devido ao choro e agitação)
– Sedação medicamentosa
– Raio‑X de crânio
– Tomografia computadorizada
A criança permaneceu horas em observação. O laudo final da unidade hospitalar também foi anexado ao boletim de ocorrência.
🏛️ A RESPOSTA DA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO
Segundo relato da família, a única medida informada até o momento foi:
– Advertência burocrática às servidoras envolvidas
– Transferência das funcionárias para outra unidade
❌ Não houve disponibilização das imagens das câmeras de segurança (se é que existem).
❌ Não houve protocolo de acolhimento contínuo à família.
❌ Não houve esclarecimento público sobre os fatos.
A mãe ainda relata que, ao procurar a imprensa local, os prints das conversas foram encaminhados diretamente ao Gabinete do Prefeito, que os repassou à Secretária de Educação. O caso, que deveria ser apurado tecnicamente, foi tratado como questão política.
⚠️ INVERSÃO DE RESPONSABILIDADE
Integrantes da unidade de ensino chegaram a sugerir que a lesão teria ocorrido em ambiente doméstico ou fora da sala de aula. A família nega categoricamente e afirma que não há qualquer histórico de acidentes domésticos.
Para a mãe, essa insinuação gerou sentimento de intimidação e desamparo.
🎯 O QUE ESTE PODCAST QUER COBRAR
Este não é um conteúdo para acusar indivíduos nominalmente (o caso está sob apuração das autoridades competentes). O objetivo é:
✅ Cobrar publicamente a transparência da Rede Municipal de Ensino de Porto Belo.
✅ Exigir a divulgação das imagens da câmera de segurança.
✅ Pressionar a Secretaria de Educação a apresentar protocolos objetivos de proteção à criança.
✅ Dar voz a uma mãe que se sentiu sozinha diante do silêncio institucional.
⚖️ NOTA LEGAL
Este podcast é baseado em documentos oficiais (laudo pericial, boletim de ocorrência, ata escolar) e relatos autorizados pela família. A mãe autorizou a divulgação para fins de fiscalização cívica. As autoridades competentes seguem apurando o caso. Nosso papel é cobrar transparência enquanto a apuração corre.
REFERÊNCIAS
– Laudo Pericial Oficial (trechos citados no episódio)
– Ata da unidade escolar (disponível no processo administrativo)
– Boletim de ocorrência registrado na Polícia Civil

