Laudo x Versão: Bebê vai parar na UPA e família cobra a Educação Pública de Porto Belo
O choque entre os apontamentos técnicos e a narrativa oficial da prefeitura. De um lado, uma ata escolar que justifica marcas capilares como autoimpostas, do outro, um laudo pericial oficial do Estado que crava ofensa à integridade corporal. Quem é o responsável pela transparência e pela segurança na Educação Pública de Porto Belo?
Neste vídeo, trazemos fiscalização detalhada sobre o caso ocorrido no dia 26 de fevereiro no NDI Lauro Manoel Mendonça, localizado no bairro Perequê. Uma mãe relata o desespero de deixar seu bebê na creche e recebê-lo com marcas visíveis de lesão.
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🔍 O Confronto dos Fatos: Laudo vs. Versão da Escola
A Versão da Creche: A instituição entrou em contato com a mãe afirmando que a bebê de 1 ano e 4 meses chorava muito porque estava “apaixonada” (com saudades) e, posteriormente, registrou em ata oficial que a criança puxava o próprio cabelo devido ao estresse do período de adaptação.
O Laudo Pericial Oficial: O Exame de Lesões Corporais realizado pela Polícia Científica constatou formalmente “ofensa à integridade corporal”, registrando equimose avermelhada na região frontal direita e cabelos irregularmente mais curtos produzidos por energia mecânica de ação contundente.
O Atendimento de Urgência: Devido à gravidade e à localização da lesão, a bebê precisou ser encaminhada à UPA, onde foi necessário o uso de contenção física e posterior sedação para que passasse por exames detalhados de raio-X e tomografia computadorizada, permanecendo horas em observação.
🛑 Falha Sistêmica e Necessidade de Esclarecimento Institucional
A gravidade das circunstâncias exige respostas claras por parte da administração pública de Porto Belo:
Falta de Acolhimento: A família relata que, após o registro da ata interna, a rede municipal de ensino não prestou o devido suporte contínuo para o esclarecimento dos fatos.
Sinalização de Inversão de Responsabilidade: Integrantes da unidade de ensino chegaram a sugerir que a criança teria sofrido a lesão em ambiente doméstico ou fora da sala de aula, gerando um sentimento de intimidação na mãe.
Relato de Quebra de Confiança Cívica: Ao buscar apoio na imprensa local para expor a situação, os prints das mensagens enviadas pela mãe teriam sido encaminhados diretamente ao Gabinete do Prefeito, que os repassou à Secretária de Educação, centralizando o caso no campo político em vez de focar na elucidação dos fatos.
Segundo relato da família, a única medida informada pela administração municipal até o momento foi aplicar uma advertência burocrática e transferir as servidoras de unidade, deixando a comunidade escolar em busca de respostas efetivas e de protocolos de segurança robustos.
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Nota: O caso encontra-se sob apuração pelas autoridades competentes. O objetivo desta publicação não é acusar indivíduos, mas cobrar publicamente a transparência da Rede Municipal de Ensino e a disponibilização de provas, como as imagens das câmeras.
