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Festival do Camarão já tem R$ 1,5 milhão em shows, e valor ainda pode crescer

Diário Oficial mostra contratos de Roupa Nova, Cidade Negra, Marcos e Belutti e Guilherme e Benuto; despesas com estrutura e produção ainda não aparecem na soma

Valor inclui Roupa Nova, Cidade Negra, Marcos e Belutti e Guilherme e Benuto; conta ainda pode crescer com novas atrações e contratos de estrutura

A Fundação Municipal de Turismo de Porto Belo já publicou no Diário Oficial dos Municípios de Santa Catarina pelo menos R$ 1.525.000,00 em contratações de shows nacionais para o 11º Festival do Camarão, previsto para outubro de 2026. O valor localizado até agora envolve quatro atrações: Roupa Nova, Cidade Negra, Marcos e Belutti e Guilherme e Benuto.

A soma ainda não representa o custo total do evento. Os documentos tratam apenas de shows. Ainda podem aparecer contratos de palco, som, iluminação, segurança, banheiros, limpeza, comunicação, decoração, produção, apoio técnico e outras atrações.

O maior valor já publicado é o da banda Roupa Nova. O extrato de inexigibilidade nº 011/2026 informa a contratação da empresa Full Service Eventos e Locações Ltda, detentora de carta de exclusividade, para apresentação da banda no dia 11 de outubro de 2026. O valor é de R$ 585 mil.

A banda Cidade Negra aparece no extrato de inexigibilidade nº 012/2026. A contratação foi feita com a empresa Groove Produções Artísticas Entretenimento Ltda, também com carta de exclusividade, para apresentação no dia 9 de outubro de 2026. O valor informado é de R$ 250 mil.

A dupla Marcos e Belutti foi contratada por R$ 320 mil. O extrato de inexigibilidade nº 009/2026 informa a contratação da empresa MB Produções Ltda, detentora de carta de exclusividade, para apresentação no dia 12 de outubro de 2026. O contrato correspondente, nº 004/2026, também foi publicado no Diário Oficial.

Já a dupla Guilherme e Benuto aparece com contrato de R$ 370 mil. O extrato do contrato nº 005/2026 informa a contratação da empresa Viena Produções Musicais Ltda, detentora de carta de exclusividade, para apresentação de 90 minutos no dia 10 de outubro de 2026.

Shows já identificados

Apurados até o momento:

AtraçãoData previstaEmpresaValor
Cidade Negra9/10/2026Groove Produções Artísticas Entretenimento LtdaR$ 250.000,00
Guilherme e Benuto10/10/2026Viena Produções Musicais LtdaR$ 370.000,00
Roupa Nova11/10/2026Full Service Eventos e Locações LtdaR$ 585.000,00
Marcos e Belutti12/10/2026MB Produções LtdaR$ 320.000,00

Total localizado até agora: R$ 1.525.000,00.

Valor deve aumentar

O valor tende a crescer porque os extratos localizados até agora não tratam da estrutura do festival. Em eventos desse porte, a despesa total costuma incluir montagem de palco, equipamentos de som e luz, camarins, segurança, limpeza, banheiros químicos, brigadistas, comunicação visual, equipe técnica e serviços de produção.

Em 2025, levantamento publicado pelo Cidadão Porto Belo. Márcio Moraes, apontou gasto total de R$ 3.169.000,00 com o Festival do Camarão. A maior parte do valor ficou com a empresa responsável por gestão, serviços e estrutura do evento, no montante de R$ 1.096.000,00. Os shows nacionais e atrações musicais completaram a lista de despesas apuradas à época.

Contratação direta

As contratações foram feitas por inexigibilidade de licitação, com base no artigo 74, inciso II, da Lei nº 14.133/2021. Esse modelo é usado quando a administração entende que não há competição possível, como ocorre em contratações de artistas consagrados por meio de empresário ou representante exclusivo.

Nos extratos de Porto Belo, a Fundação Municipal de Turismo informa que as empresas contratadas possuem carta de exclusividade para as apresentações.

A falta de estudo público de impacto econômico também chama atenção. Até agora, a reportagem não encontrou levantamento oficial que mostre quanto o Festival do Camarão devolve à economia local em hospedagem, alimentação, transporte, comércio e serviços. Esse dado é relevante porque os contratos de shows já somam R$ 1,525 milhão, mas o custo total do evento ainda pode crescer com estrutura, produção e demais serviços. Sem essa medição, o debate fica restrito ao gasto, sem que a população saiba qual é o retorno efetivo para Porto Belo.

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