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Professor Juliano não responde sobre auxiliares de sala e inclusão em Porto Belo

Vereador Professor Juliano, ligado à educação foi convidado a explicar se fiscalizou a política municipal para alunos com TEA, AEE e profissionais de apoio, mas não enviou manifestação até a publicação

O vereador Professor Juliano não respondeu ao pedido de manifestação enviado pelo Cidadão Porto Belo, Márcio Moraes, sobre a situação das auxiliares de sala e da educação inclusiva na rede municipal. O parlamentar foi questionado sobre sua atuação na fiscalização, eventuais requerimentos à Prefeitura, cobrança por professores de inclusão, protocolos de crise, AEE e formação de profissionais que acompanham alunos com TEA.

A ausência de resposta chama atenção porque o próprio perfil público do vereador está ligado à educação. A Câmara de Porto Belo lista Juliano Cota Guerreiro como parlamentar em exercício, e uma publicação institucional já apresentou sua trajetória como a de um vereador eleito para ser “porta-voz da educação”.

A cobrança é institucional. Pela Constituição, a fiscalização do Município cabe ao Poder Legislativo municipal, por meio do controle externo. Isso coloca a Câmara, e cada vereador, no centro da obrigação de fiscalizar políticas públicas sensíveis, como educação inclusiva, atendimento a crianças com deficiência e uso adequado de profissionais da rede.

Documentos analisados pelo Cidadão Porto Belo mostram que a folha de pagamentos de maio de 2026 registrou 187 pagamentos vinculados ao cargo de auxiliar de sala. Já a relação de funcionários de junho de 2026 aponta 21 registros em cargos ligados à inclusão.

Esses números, levantam uma pergunta que exige resposta pública: a rede municipal está usando auxiliares de sala em situações que deveriam contar com professores de inclusão, AEE, plano individualizado, protocolo de crise e supervisão técnica?

O vereador foi convidado a dizer se já apresentou requerimentos, indicações ou pedidos formais de informação sobre o tema. Também foi perguntado se recebeu relatos de famílias, professoras ou auxiliares sobre falta de estrutura para alunos com TEA. Até a publicação, não houve resposta.

A postura faz o parlamentar perder a oportunidade de demonstrar alinhamento com boas práticas de transparência. Mais do que responder a um veículo de comunicação, o vereador poderia ter prestado contas aos eleitores que esperam dele atuação direta na área que marcou sua trajetória política.

O silêncio também ganha peso porque Professor Juliano já teve sua postura diante de cobranças públicas questionada. Em fevereiro, reportagem do Jornal Razão registrou a circulação de áudios em que o vereador teria se exaltado e usado palavrões contra morador que cobrava explicações sobre obra viária. Na ocasião, o parlamentar foi procurado pelo veículo e apresentou justificativa para o episódio.

Agora, diante de pauta ligada à educação, crianças com TEA, auxiliares de sala e profissionais especializados, o vereador optou por não se manifestar ao Cidadão Porto Belo dentro do prazo dado para resposta.

A pergunta permanece: o parlamentar que construiu base eleitoral na educação fiscalizou a política de inclusão de Porto Belo? Pediu dados? Cobrou a Secretaria de Educação? Ou deixou de se posicionar justamente quando sua atuação poderia ajudar a esclarecer uma das áreas mais sensíveis da rede municipal?

O espaço segue aberto para manifestação do vereador Professor Juliano. Caso ele envie resposta, o conteúdo será registrado em atualização da reportagem.

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