Fiscalização

Educação inclusiva em Porto Belo entra na mira do Cidadão

Portal recebeu relatos e documentos sobre possível falta de profissionais especializados, sobrecarga de auxiliares de sala e atendimento a crianças com alta necessidade de suporte

O Cidadão Porto Belo, Márcio Moraes, abriu uma frente de apuração sobre a educação inclusiva na rede municipal de ensino. A investigação começou após o recebimento de relatos e documentos que apontam possível falta de profissionais especializados, sobrecarga de auxiliares de sala e dúvidas sobre o atendimento oferecido a crianças com Transtorno do Espectro Autista e outras deficiências.

A apuração ainda está em fase inicial. Por isso, o portal não fará, neste momento, acusações definitivas contra gestores. O objetivo é reunir documentos, ouvir a Prefeitura, a Secretaria de Educação, profissionais da rede, famílias e especialistas.

Os primeiros relatos indicam que auxiliares de sala podem estar assumindo tarefas de alta complexidade no acompanhamento de alunos que exigem suporte especializado. Também há questionamentos sobre o número de professores de inclusão disponíveis no município, a capacitação oferecida aos profissionais e os protocolos usados em situações de crise, contenção, lesão ou adoecimento.

A situação preocupa porque a educação inclusiva envolve dois lados sensíveis. De um lado, crianças que precisam de acompanhamento adequado, seguro e compatível com seus laudos. De outro, professores que relatam sobrecarga, falta de preparo técnico específico e medo de retaliação ao denunciar problemas internos.

O Cidadão Porto Belo vai encaminhar pedido de informações à Prefeitura e à Secretaria Municipal de Educação. A reportagem cobrará dados sobre número de alunos com necessidade de suporte, quantidade de professores de inclusão, profissionais de AEE, profissionais de apoio escolar, auxiliares de sala, cargos vagos, afastamentos e protocolos de atendimento.

Também serão solicitadas informações sobre eventuais laudos médicos ainda não atendidos, critérios de designação de auxiliares de sala, treinamento das equipes, registros de ocorrências e medidas adotadas para proteger crianças e trabalhadores.

Canal aberto para profissionais e famílias

Auxiliares de sala, professores, profissionais de AEE, servidores da educação, mães, pais e responsáveis que tenham informações, documentos ou relatos sobre a educação inclusiva em Porto Belo podem procurar o Cidadão Porto Belo.

O portal garante sigilo da fonte quando solicitado. Nomes de crianças, familiares e servidores não serão publicados sem autorização expressa. Documentos médicos, laudos, imagens e dados pessoais serão tratados com cuidado e poderão ser usados apenas para orientar a apuração.

Quem tiver informações pode enviar relatos, documentos, fotos, protocolos, escalas, mensagens, atas, laudos tarjados ou registros de ocorrência para:

fiscalizacao@cidadaoportobelo.com.br

O objetivo é responder a uma pergunta de interesse público:

Porto Belo tem profissionais, estrutura e protocolos suficientes para garantir educação inclusiva com segurança para crianças e trabalhadores?

2 comentários sobre “Educação inclusiva em Porto Belo entra na mira do Cidadão

  • Sou mãe de um menino autista, nível 3 de suporte e não verbal. Solicitei uma professora de inclusão para meu filho, mas o Município de Porto Belo negou o pedido, alegando que a monitora possuía uma formação de 180 horas. No entanto, a própria monitora do meu filho me informou que não possui essa formação. A professora me informou que nunca havia trabalhado com uma criança no nível do meu filho e que nao tinha preparação.

    Meu filho só recebeu o PEI (Plano Educacional Individualizado) agora no segundo semestre. Ao questionar a Secretaria de Educação sobre a demora, fui informada de que havia apenas uma profissional responsável pela elaboração do PEI de cerca de 60 crianças autistas da Escola Catarina Guerreiro. Essa mesma profissional também era responsável pelo AEE e, segundo a própria ,não estava conseguindo realizar os atendimentos adequadamente por falta de tempo, devido à elaboração dos PEIs.

    Diante dessa situação, solicitei novamente uma professora de inclusão, mas o pedido foi negado. Registrei uma manifestação na Ouvidoria e protocolei um pedido formal na Prefeitura. Caso a situação não seja solucionada, levarei o caso ao Ministério Público.

    Sigo aguardando uma resposta e espero que os direitos do meu filho e das demais crianças sejam respeitados e efetivamente garantidos.

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